Falso delegado federal é preso por manter mulheres em cárcere e obriga-las a fazer fotos nuas

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O homem se passava por delegado para intimidar as vítimas e desencorajá-las a tentar fugir do local.

Um homem identificado como Everton Lamartine Matte, que se apresentava como delegado federal foi preso em flagrante por manter mulheres em cárcere privado e as obrigar a fazer fotos nuas. A prisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (23), na casa dele, na região Sul de Niterói, no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, três vítimas que foram mantidas no apartamento, haviam sido atraídas por uma proposta de trabalho como atrizes em um filme. Everton usava o endereço de sua casa, onde exibia armas de brinquedo e até uma placa com seu nome e suposto cargo, como set de filmagens e sede da produtora cinematográfica.

Investigação

Os crimes foram descobertos após uma das vítimas fugir do local e denunciar o caso à polícia. Everton se passava por delegado para intimidar as vítimas mantidas em cárcere privado. Quando a terceira mulher que caiu no golpe, em fevereiro, disse às outras vítimas que tinha um plano de fuga, as duas lhe pediram para que o caso não fosse levado para a polícia na região, pois Everton teria contatos e poderia intervir.

Além de impedir a saída das mulheres do apartamento, Everton ainda controlava os trabalhos que faziam, a alimentação e todos os horários. As mulheres foram resgatadas pela polícia após uma das vítimas conseguir pegar, escondida, a chave do apartamento, fugir durante a noite e então fazer a denúncia na delegacia.

Um outro homem que estava no local também foi preso, e um terceiro conseguiu fugir.

Outros crimes

O homem já tinha passagem pela polícia por estupro e pedofilia, em que não houve condenação. Nesta quarta, além de resgatar as duas vítimas, os policiais apreenderam no local computadores e equipamentos eletrônicos, além das armas falsas. Um outro homem também foi preso no endereço, suspeito de fazer parte do esquema. Um terceiro fugiu e é procurado.

Everton Lamartine Matte foi indiciado pelos crimes de estelionato, cárcere privado e por ter praticado conjunção carnal e atos libidinosos com uma adolescente de 14 anos.

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