Capitão Alberto Neto foi condenado a pagar R$ 10 mil por fake news sobre Chacina do Jacarezinho

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O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL/AM) foi condenado a pagar R$ 10 mil por divulgar fake news sobre Adriana Santana de Araújo Rodrigues, afirmando que ela era envolvida com o tráfico de drogas. Drica, como é mais conhecida, é mãe de Marlon Santana de Araújo, um dos jovens assassinados na Chacina do Jacarezinho.

Assim como outros bolsonaristas que também foram condenados, o deputado reproduziu em suas redes sociais um vídeo de uma mulher com um fuzil nas mãos e afirmou que era Adriana, dando a entender que ela era uma criminosa.

A informação chegou a ser desmentida pela Polícia Civil, mas a publicação continuou nas redes e sendo compartilhada. Na decisão da juíza Claudia Cardoso de Menezes, do Tribunal do Rio de Janeiro, regional do Méier, o réu foi obrigado a retirar imediatamente a postagem tanto no Facebook quanto no Instagram.

“Em razão do constrangimento ilegal, inclusive risco de morte, causados à parte autora”, diz trecho da decisão. A magistrada diz ainda que a veiculação causou danos à imagem da mulher, que vive fazendo trabalhos sociais.

Além de Alberto Neto, o ex-senador Magno Malta (PL/ES), Gil Diniz (PL/SP), a Delegada Sheila (PL/MG), e o deputado federal Luis Miranda (Republicanos/DF) também foram condenados.

O blogueiro Allan dos Santos também está sendo processado. Só não foi a julgamento ainda porque está foragido nos Estados Unidos. O ator e influencer bolsonarista Thiago Gagliasso teve condenação esta semana.

Boa pessoa

Drica, como é chamada, foi questionada em reportagem no G1 sobre o que pretende fazer com a indenização recebida. Segundo ela, vai usar no projeto social que toca chamado “Craque é Jesus”, e que distribui quentinhas para pessoas em cracolândias na cidade e para moradores de rua.

“Toda semana distribuo de 60 a 100 quentinhas nas cracolândias da cidade. Na verdade, saio com a comida e vou distribuindo para quem encontrar na rua. Nem sempre tenho ajuda de doações, então sai mesmo do meu bolso”, disse.

Depois da chacina, ela foi para outra comunidade. Drica diz que ainda sofre muito com a perda do filho, conta que faz uso de oito medicamentos controlados e desenvolveu síndrome do pânico.

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