Amazonino Mendes implantou programa no final do século XX revolucionando a produção rural do Estado

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Desenvolver economicamente o interior do estado, esse era o principal foco do programa Terceiro Ciclo, criado 1995. Milhares de famílias, dos 62 municípios do Amazonas foram contempladas com a distribuição de implementos agrícola, mudas, sementes e muitas outras culturas. Para Amazonino Mendes esse programa foi uma das maiores conquistas para o povo do interior, pois ali se realizava um sonho, beneficiando mais de 50 mil produtores.

“O Terceiro Ciclo de Desenvolvimento do Amazonas, possibilitou a geração de aproximadamente 60 mil empregos e, consequentemente contribuiu para a melhoria da qualidade de vida do homem do campo. Foram mais de 61 mil ocupações econômicas no interior a época de sua implantação e hoje já são mais, muito mais.”, relata o ex-governador do Amazonas, criador do Terceiro Ciclo.

Benefícios

O Terceiro Ciclo criou o terminal graneleiro de Itacoatiara, responsável pela produção, estoque e exportação de soja, gerando emprego e renda no município e na região do madeira.

O programa fez chegar aos municípios do Amazonas, motores de rabeta, casas de farinha, botes, lanchas, tratores, caçambas, fábrica de gelo, caminhões, fábrica de ração, usina de beneficiamento de grãos, câmara frigorífica multicultivador, engenho de cana-de-açúcar, usinas de beneficiamento de frutas e todos os demais implementos.

As principais culturas foram as de arroz, feijão, café, guaraná, açúcar mascavo, milho, mandioca, soja, malva, pupunha, abacaxi, limão, acerola, mamão, banana, maracujá, açaí, caju, coco, cana de açúcar, melancia, repolho, couve, pimentão, cebolinha, coentro e muita mais.

Agência de Fomento do Amazonas

Em mais um ato de ousadia, Amazonino cria a Agência de Fomento do Amazonas, a primeira do gênero do Brasil para realizar operações de crédito com financiamento aos produtores em todas as áreas, viabilizando a produção e comercialização dos produtos.

Era preciso escoar a produção que só crescia nos municípios do estado. Amazonino então, partiu para abrir as estradas vicinais, com destaque para a estrada do Novo Remanso, toda asfaltada, impulsionando a produção sobretudo a do maracujá, cupuaçu, da graviola e do abacaxi, considerado o mais doce do mundo, recebendo inclusive, um selo nacional de qualidade.

“As safras registraram números animadores a partir de 1995/1996, ano do início do Terceiro Ciclo até o ano 2000/2001, constatasse que houve um incremento na área plantada da ordem de 354% e na produção obtida de 416% o que evidencia uma considerável evolução do Programa.”, relembra Amazonino.

Amazonino construiu ainda balsas, pistas de pouso e aeroportos, abrindo caminhos para escoar e comercializar a produção através de estradas, via fluvial e transporte aéreo.

Agropecuária

Na pecuária os registros foram animadores, foi dispensada muita atenção ao projeto de controle sanitário animal com treinamentos a vaqueiros e vacinação em massa de 300.000 mil animais contra febre aftosa e brucelose, raiva bovina e outras.

Em 2017 o Amazonas foi reconhecido como estado de área livre de febre aftosa, com vacinação reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Organização Mundial de Saúde do Amazonas. As ações de controle sanitário proporcionaram um padrão de vigilância Agropecuária voltada para a abertura do livre comércio interestadual de animais, produtos e subprodutos, possibilitando uma atividade mais competitiva.

Outro importante destaque foi o projeto de criação de aves em fundo de quintal, onde foram distribuídos milhares de pintos às famílias dos municípios.

Destaca-se também a produção de mais de 2 milhões de alevinos e 1,6 milhões de pro-larvas de tambaqui que foram distribuídas a piscicultores dos municípios de Manaus, Itacoatiara, Manacapuru, Careiro, Rio Preto da Eva e Ipixuna.

Ainda em 2017 o governo de Amazonino possibilitou a expansão dos criatórios de peixe, tornando a piscicultura uma das mais promissoras atividades do estado.

De significativa importância para economia do Amazonas, a bovinocultura ocupa a quinta posição no ranking da região norte e a bubalino cultura, por sua vez, ocupa a terceira posição na região norte e a quinta no Brasil.

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