Pré-candidato, médico Francisco Campos propõe hospital público para planejamento familiar

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Ginecologista e obstetra por formação, o médico Francisco Campos é pré-candidato a deputado estadual pelo partido Solidariedade, nas eleições de 2022. Com o projeto de oferecer planejamento familiar, por meio de um hospital referência em Manaus, esse é apenas um dos anseios do pré-candidato, que acredita ter muito o que contribuir para a cidade.


“O sistema SUS não faz planejamento familiar. O que mais gostaria que pudéssemos fazer funcionar é um hospital de referência que ajudasse essas famílias. Porque uma pessoa com um salário de R$ 2 mil e com 2 filhos não vai ter a condição de oferecer o mesmo padrão de vida com quatro”, explicou Francisco Campos.


De acordo com ele, o grande problema visto não só em Manaus é a grande quantidade de crianças desassistidas. Sem dinheiro para dar conta de vários filhos, não há planejamento e investimento na educação. “E as pessoas confundem a maternidade com planejamento familiar. Maternidade é para partos, curetagem e tratamento de grávidas. E o planejamento não é laqueadura e vasectomia”, esclareceu o médico.


A educação sexual, principalmente nas escolas, é um assunto que segundo ele deveria ser debatido de forma a esclarecer e ajudar os adolescentes sobre relação sexual, gravidez na adolescência, consequências, doenças venéreas e outros temas.
Já aos com vida sexual ativa, o ginecologista ressalta que é preciso mostrar o leque de opções de contraceptivos. “Existe em torno de 79 anticoncepcionais porque cada mulher se adapta com um. Tem mulher que se adapta com DIU, mas outras não. Mas existem outras formas e isso precisa ser levado para essa mulher”.


Outros projetos
Mas se engana quem acha que o médico vai se limitar à área da saúde. Em meio ao polêmico decreto presidencial que prejudica a Zona Franca de Manaus (ZFM), Francisco também diz ter ideias a contribuir na questão econômica.
“Temos 200 vezes mais minério do que o próprio estado de Minas Gerais. A partir do momento que as nossas minas possam produzir, não ficaremos mais dependentes da Zona Franca. Abrir a 319 é muito importante, é só pavimentar”. A dificuldade de acesso ao estado, para o médico, como a falta de malha viária, é um absurdo nesse contexto.


Apesar disso, ele não se diz contra o governo federal, mas acredita que o decreto iria prejudicar o estado. No entanto, acredita que o governo atual e a prefeitura não possuem a competência para lidar com a situação.


Para isso, segundo Campos, falta também vontade tanto do prefeito quanto do governador para fazer não só a cidade, mas como o estado, crescer como um todo. “Tem que gostar da terra que você mora e trabalhar por ela. Precisamos ter pessoas comprometidas e não paraquedistas. E o povo precisa entender que por isso é tão importante o voto”.

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