Conep investiga Samel por provocar a morte de 200 pacientes Covid com tratamento experimental

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A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) prepara denúncia contra a Samel pela morte de 200 pacientes Covid em Manaus. O plano de saúde foi tema de matéria no jornal O GLOBO desta semana, relatando tratamento experimental sem autorização e sem comprovação científica responsável por mortes em Manaus e no interior. A proxalutamida foi tema de uma reportagem no jornal O GLOBO desta semana. O jornal afirma que o estudo é letal e começou no dia 10 de março, no Hospital Samel, em Manaus, de forma irregular. De acordo com a jornalista Malu Gaspar o estudo foi realizado em Manaus e no interior do Amazonas. 615 pacientes foram usados de cobaia, todos em estado grave. Mas, de fato, só tinha autorização para ser feito em Brasília. O estudo não foi para frente, mas enquanto foi feito, o jornal O GLOBO afirma que matou pacientes. “Além disso, os testes deveriam ocorrer no modo duplo-cego, onde nem os médicos envolvidos e nem os voluntários saberiam que tomou placebo e quem tomou a proxalutamida. Mas os pesquisadores fizeram exatamente o contrário e identificaram os grupos”, afirma a matéria. O Conep afirma que foi informado de 200 mortes, mas depois a Samel diminuiu para 141 óbitos, mudou de novo para 170, voltando para 200 novamente. A pesquisa foi coordenada pelo financiador da iniciativa, Andy Goren. De acordo com a reportagem o estudo é irregular.  No Brasil, órgãos independentes precisam monitorar esse tipo de pesquisa, para que haja independência. A reportagem lembra que o estudo não foi autorizado pela Anvisa. “Levaram o estudo por conta e risco para o Amazonas e distribuíram o remédio em uma série de hospitais do interior sem qualquer aprovação”, comentou um conselheiro da Conep ao site pt.org.br. O Conselho afirma que a participação de médicos defensores da cloroquina, como o infectologista Ricardo Zimerman, do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre, também causa estranheza. O GLOBO compara o medicamento com a cloroquina e a defesa de remédios sem eficácia. O Conep enviou os documentos ao MP, Anvisa e Conselho Federal de Medicina. O próximo passo é a abertura de um inquérito para investigar a Samel e os demais envolvidos na pesquisa. CURA DA COVID Durante a pandemia de Covid a Samel também anunciou tratamento com a chamada Cápsula Vanessa. Estranhamente o equipamento desapareceu na segunda onda, quando o plano de saúde anunciou em coletiva a pesquisa como a nova solução.
Foto: Reprodução Internet
Esta semana o presidente da Samel, Luis Alberto Nicolau, foi às redes sociais defender o medicamento e garantir que não é letal. “Que fique muito claro, de uma vez por todas: o uso da proxalutamida é uma terapia adicional. Ou seja, todos os protocolos padrões de cada hospital continuarão os mesmos, sendo apenas adicionados os comprimidos. Não há que se falar em substituição de tratamento e, sim, de adição”. Alberto Nicolau também rebate a reportagem de O GLOBO e garante que nenhuma morte tem ligação com a pesquisa. “Não foi reportado nenhum efeito adverso grave e foram respeitados todos os direitos dos pacientes, com todos os termos de consentimentos assinados pelo paciente ou seu familiar”.

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