Chorando, filho de homem que foi morto e queimado nega que ele era ‘pirata do rio’

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Elbo Felipe da Silva, que levou tiros e teve o corpo queimado pela população do município de Japurá, nesta quarta-feira (6), pode ser inocente. É o que afirma um suposto filho dele, que não teve o nome revelado, em áudios que circularam após o crime brutal.

De acordo com o rapaz, o pai pode ter sido confundido com um “pirata do rio”, mas era caminhoneiro e estava trabalhando junto com o genro porque estava sem trabalho em Manaus.

De acordo com o filho, o pai e o cunhando estavam levando gasolina para um garimpo. “Não era pirata. Meu pai só estava colocando gasolina na lancha junto com meu cunhado, que eles iam para o garimpo levar gasolina e voltar para Tefé. Só isso. Os caras chegaram e tacaram fogo no meu pai. Meu pai só trabalha uma vez na vida para ganhar o dinheirinho dele e depois voltar”, diz o rapaz, chorando bastante.

Ainda segundo os áudios, Elbo só estava trabalhando para garantir o sustento da família. Ele ficou revoltado ao dizerem que o homem era criminoso e roubava a população. “Agora meu cunhado está preso por besteira porque ele estava apenas levando sustento para a família dele”, afirma o jovem.

Nos áudios, o filho diz que mora em Tefé e o pai morava em Manaus. “Ele só queria um dinheirinho a mais. Ele estava sem batalha em Manaus porque não estava contratando ninguém para caminhoneiro. Meu pai sempre teve o valor dele com os filhos dele. Ele sempre me ajudou, sempre me deu conselhos e eu sou um menino trabalhador por causa dele. Eu não tive nem coragem de ver o vídeo do pessoal tacando fogo nele”, lamentou.

Em Japurá, a informação era de que Elbo e outros homens estavam abastecendo quando foram reconhecidos pelos moradores que, revoltados com o ataque de piratas dos rios, que roubam as embarcações da região, resolveram fazer “justiça com as próprias mãos”.

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