24h de plantão na delegacia e criança em casa: delegada diz como é ser mãe e policial no AM

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Ser policial não é tarefa simples, assim como ser mãe também não é, pois é necessário saber conciliar a profissão com a família. Neste domingo (08/05), é comemorado nacionalmente o Dia das Mães. Servidoras da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) falam sobre os desafios dessa dupla jornada.

A rotina de tantas outras mulheres que adaptam a atividade profissional com a vida de mãe, é representada pelas histórias de uma delegada e duas investigadoras da PC-AM, que destacam os desafios e a gratidão pelo que fazem.

Maternidade no começo da carreira – A delegada Kelene Passos, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) oeste/sul, está na carreira policial desde 2011, quando ingressou na Polícia Civil, e tem uma filha de 9 anos.

“Minha filha nasceu em 2013, após dois anos que eu estava como delegada no interior do estado. Foi uma experiência única. Pude amadurecer bastante e tive muitos desafios, pois ao retornar ao trabalho, minha filha ainda tinha seis meses”, contou a delegada.

Ela relata que no início conseguiu remoção para Manaus e foi lotada para trabalhar em uma delegacia onde o plantão era 24h.  Entretanto conseguiu ter uma rede de apoio com a ajuda dos pais e da sogra, que tiveram papel essencial na primeira infância de sua filha.

“Devido ao plantão 24h, os cuidados com a filha bebê foi um período de muito desgaste, que sem o apoio da minha família talvez eu não teria conseguido”, disse Kelene.

Obstáculos vencidos com dedicação – Mãe de dois jovens de 19 e outro de 24 anos, e uma menina de 7 anos, a investigadora Ariane Libório, que é policial civil há 20 anos, e está lotada na Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), disse que preza muito pelo privilégio de ser mãe e policial, e que consegue dedicar tempo de qualidade para ambos.

Ao entrar para PC-AM, o primeiro filho de Ariane tinha 5 anos. Ela conta que no início a adaptação foi um pouco complicada, mas com dedicação e experiência, conseguiu conciliar a rotina.

“A mãe sempre se sente culpada por dedicar menos tempo ao filho e muito tempo ao trabalho. Mas, a polícia só agregou na minha vida e não tenho nenhum arrependimento”, descreveu ela.

A filha mais nova, vê a mãe como a mulher maravilha e demonstra interesse em ser policial. Ela recebe total apoio de sua mãe, que enfatiza que irá apoiar os filhos em tudo que eles escolherem e seja benéfico para suas vidas.

Ser mãe e policial – Também lotada na DERCC, a investigadora Ana Lídia, que trabalha há 11 anos na Polícia Civil, comenta que ser mãe é uma decisão eterna. Ela acredita que durante esse tempo de polícia, soube usar tanto para o trabalho, quanto para dedicar atenção ao seu filho.

“Nunca conversei com ele sobre a questão de ser policial, mas, ele já fala em seguir essa carreira, devido a minha referência”, relata a investigadora.

Ana Lídia salienta que ser policial e mãe é bastante desafiador, pois sempre é necessário abrir mão de algo. “Em qualquer carreira que a mulher segue, ela sempre abre mão de momentos com a família. Não significa que ela é menos mãe, pelo contrário, é um exemplo de força e coragem”, destaca a policial.

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