Os bois-bumbás Caprichoso e Garantido tornaram públicas, nesta segunda-feira (5), suas posições políticas por meio das redes sociais, logo após o primeiro turno da eleição presidencial. Em suas publicações, os dois bumbás saíram em defesa de temas como a preservação da floresta, os direitos dos povos indígenas, a inclusão social e a participação popular.
Quem se manifestou primeiro foi o Garantido. Em seus perfis oficiais no Instagram e no X (antigo Twitter), o bumbá relacionou sua identidade cultural à luta pelos territórios tradicionais, pela floresta e pela demarcação de terras indígenas. A postagem ainda marcou o perfil oficial do candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Ser Garantido é entender que cultura popular também é resistência […] Não aceitamos que nossos territórios sejam invadidos, destruídos ou entregues à exploração. Queremos terras demarcadas, protegidas e respeitadas”, afirma um trecho do texto publicado.
O Caprichoso também divulgou um posicionamento, com defesa de pautas semelhantes, mas sem marcar o presidente. Porém, brincantes ressaltaram apoio ao presidente. O texto acrescentou ainda a defesa da liberdade e da segurança das mulheres, da participação popular e da busca por justiça pelas mais de 700 mil mortes registradas no Brasil durante a pandemia de Covid-19.
“O Caprichoso é povo! É negro. É quilombola. É indígena. É caboclo. É ribeirinho. É povo da floresta […] E é por isso que a nossa Estrela estará sempre ao lado de quem resiste, de quem preserva, de quem luta e de quem mantém viva a Amazônia”, diz a publicação.
Parintins, cidade dos dois bumbás, deu a Lula uma vantagem expressiva no primeiro turno. O candidato do PT recebeu mais de 43 mil votos no município, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve cerca de 9,5 mil.
No cenário nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na frente, com 56.104.268 votos (47,03% dos válidos), enquanto Lula recebeu 53.876.617 votos (45,16%). Os dois candidatos seguem para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O primeiro turno também contabilizou 2,3 milhões de votos brancos e 3,67 milhões de votos nulos, segundo dados do TSE.






