A diligência feita pela Polícia Federal na residência do deputado federal Adail Filho, em Manaus, terminou com a apreensão de 18 relógios, várias joias e valores em espécie. O material foi recolhido nesta quarta-feira (16), no âmbito da Operação Dinastia do Lago, que também mira o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pai do parlamentar, numa decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Adail Filho é alvo da PF por diversos cr1mes e Adail Pinheiro é afastado da Prefeitura de Coari
Fotos e vídeos da ação registraram relógios, cordões, anéis, pulseiras e brincos, entre eles peças de ouro. Também foram localizadas cédulas em reais e dólares. Veículos igualmente foram apreendidos. Até o momento, não houve divulgação da quantia exata em dinheiro recolhida.
Ao todo, foram contabilizados 18 relógios, além de diferentes artigos de joalheria. Parte do conjunto é formada por itens de ouro.
Houve ainda apreensão de dinheiro em espécie, tanto em moeda nacional quanto em dólar. O montante total ainda precisa ser contabilizado e informado oficialmente pelas autoridades que conduzem a investigação.
A Operação Dinastia do Lago foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira e cumpre medidas em Manaus e Coari.
Conforme as informações divulgadas sobre a operação, a apuração investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
O caso teria começado depois da apreensão de R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo, em maio de 2025, no Aeroporto Internacional de Brasília. Na ocasião, três empresários do Amazonas foram flagrados transportando o montante.
A partir dessa apreensão, os investigadores passaram a examinar documentos, movimentações financeiras e dispositivos eletrônicos ligados aos envolvidos.
O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, também está entre os principais alvos da investigação. De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, ele foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação busca esclarecer a possível participação de empresários, agentes públicos e terceiros em uma estrutura que teria movimentado recursos de forma irregular.
Segundo as informações da operação, empresas também são investigadas por uma possível utilização em processos licitatórios com suspeita de simulação de concorrência e direcionamento de contratos.







