Um ataque de animal silvestre causou a morte de 11 carneiros e ovelhas no setor de Ovinocultura do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), em São Gabriel da Cachoeira, município do interior do estado. O caso foi registrado no último domingo (23), mas o primeiro indício ocorreu no sábado (22), quando um funcionário avistou uma onça devorando um filhote por volta das 17h30.
Em comunicado oficial, o Ifam confirmou a ocorrência de “ataques a ovinos envolvendo a presença de uma onça nas proximidades da unidade”. Durante a madrugada de domingo, ao realizar a alimentação dos animais, um servidor encontrou outros feridos. Dos 14 animais do rebanho, somente três resistiram.
Por conta do episódio, o estágio e as atividades práticas do curso Técnico em Agropecuária foram interrompidos temporariamente na área de produção e cultivo.
A administração do campus informou que reforçou a segurança dos animais e orientou os trabalhadores que atuam nas dependências da instituição. Também estuda ações para diminuir a possibilidade de novos incidentes e ampliar a proteção dos servidores. O Ifam ressaltou que todas as providências seguirão as normas ambientais vigentes e as recomendações dos órgãos competentes.
O secretário de Meio Ambiente do município, Manuel Alves, relatou que há registros de mais de um felino circulando pela região, inclusive em áreas de plantio. Segundo ele, a população está recebendo orientações da prefeitura.
A médica veterinária do Ifam, Jéssica Oliveira, contou que os bichos apresentavam ferimentos profundos na cabeça e no pescoço. “De 14 animais, perdemos 11. Algumas carcaças estavam parcialmente consumidas na mata e outras não foram localizadas. Nenhum dos cordeiros foi encontrado”, explicou.
Segundo a profissional, seis animais ainda estavam com vida quando foram achados. Dois não tinham marcas de agressão, mas quatro estavam em estado grave. “Prestei atendimento aos que agonizavam, porém, devido à extensão das lesões, apenas uma ovelha sobreviveu. As demais tinham o pescoço dilacerado, com exposição da traqueia e do esôfago”, detalhou.
O chefe de gabinete do campus, Marcos Itou, informou que os três sobreviventes foram transferidos para outro espaço como medida preventiva. A veterinária avaliou o rebanho e não recomendou o aproveitamento da carne.
Após o incidente, a direção do Ifam acionou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), que elaborou um relatório técnico. Com base nas recomendações do órgão, os animais mortos foram sepultados.
O campus também procurou o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que informou que enviará protocolos e medidas de segurança para lidar com a presença do predador. Além disso, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) será notificado para adoção de providências cabíveis.






