Profissionais do transporte especial, que fazem rotas, decidiram cruzar os braços na manhã desta quinta-feira (20) e provocaram reflexos imediatos em 12 pontos no trânsito das principais vias de acesso ao Distrito Industrial de Manaus. A mobilização ocorre após a categoria recusar uma oferta de reajuste de 3% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran). O desacordo entre os condutores e as companhias do setor pode comprometer a chegada de milhares de operários às indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM).
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), além da recomposição salarial considerada insuficiente, os manifestantes exigem uma jornada menos extensa, a implementação ou o reajuste do benefício destinado à alimentação e melhores estruturas para o exercício da profissão.
A interrupção dos itinerários surpreendeu quem dependia dos ônibus para iniciar o expediente no complexo fabril. Muitos trabalhadores que deveriam bater ponto às 7h15 e pegavam as rotas às 5h foram prejudicados.
Conforme informações do sindicato da categoria, os atos se distribuem por uma dúzia de pontos estratégicos da capital amazonense. Nas regiões Sul e Leste, os bloqueios causam lentidão na avenida Grande Circular, nas imediações da Bola da Suframa e da Bola da Samsung, este último considerado o epicentro da concentração das principais lideranças do movimento.
Os efeitos da paralisação também são sentidos em outras áreas da cidade. Na Zona Norte, os trabalhadores se agrupam nas avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós, com congestionamentos registrados perto da planta da TPV e do estabelecimento Baratão da Carne. Já nas Zonas Oeste e Centro-Oeste, as manifestações alcançam a avenida Pedro Teixeira, na altura do Sambódromo, e também a região da cabeceira da Ponte Rio Negro, complicando o fluxo de veículos.






