Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (11), o delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), destrinchou o quebra-cabeça por trás do sequestro de Ayla Sofia, bebê de apenas 23 dias, revelando um plano que uniu falsidade, violência sexual e cárcere privado em Manaus.
A mente por trás da engrenagem criminosa, segundo os investigadores, atendia pelo nome de Jaqueline da Silva Braz. A mulher simulava uma gravidez diante da própria família e precisava desesperadamente de uma criança para sustentar a farsa que havia construído. Foi com esse objetivo que ela se aproximou de Márcia Maués, mãe da pequena Ayla, disposta a doar fraldas, roupinhas de bebê e até um carrinho. A jovem mãe, acreditando no gesto de ajuda, caminhou diretamente para uma armadilha.
No local combinado para o encontro, Márcia foi mantida em cárcere privado, dopada com substâncias intoxicantes e estuprada enquanto permanecia incapacitada, sem condições de esboçar qualquer reação. Enquanto a mãe esatav sob efeito dos entorpecentes e do trauma, os criminosos fugiram levando Ayla. Segundo o delegado, a mulher não se recorda de muita coisa.
A recém-nascida acabou abandonada pelos próprios sequestradores, sendo localizada e resgatada em segurança pelas forças policiais no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste de Manaus.
A resposta policial resultou na prisão de Jaqueline, seu companheiro Lucas Pereira da Silva e Wesley Nascimento Lopes. Os três vão responder por sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável e está à disposição da Justiça do Amazonas.






