Moradores de Manaus viveram uma tarde de tensão e comoção nesta segunda-feira (10) ao encontrar, nos fundos de sua casa, a bebê de apenas 23 dias, Ayla, cujo desaparecimento mobilizou a cidade. O choro insistente da criança, abandonada próximo ao varal de roupas da residência, no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste, foi o primeiro sinal de que algo estava profundamente errado.
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Comovidos e ágeis, os moradores não hesitaram. Antes mesmo de acionar as autoridades, decidiram acolher a menina frágil e assustada. Correram para comprar leite e fraldas, deram-lhe um banho e, com paciência, conseguiram fazê-la adormecer. Só depois de vê-la enfim calma, chamaram a polícia.
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O depoimento do casal agora se torna peça-chave para que os investigadores reconstruam os momentos em que a criança foi deixada à própria sorte, no sol forte da capital. Ela chorava e parecia estar desidratada.
Um bilhete encontrado no local revelou que a criança havia sido “vendida” e não “raptada”, informação que carece ainda de investigação.
Resgatada, a pequena foi levada às pressas para a Maternidade Moura Tapajóz, onde permanece sob cuidados médicos. Familiares de Ayla já estão na unidade, acompanhando cada procedimento com esperança e angústia.
O sargento Oliveira, da Polícia Militar, confirmou que exames estão em andamento para atestar oficialmente a identidade da bebê. Enquanto isso, as autoridades seguem empenhadas em desvendar o que realmente aconteceu. A suposta sequestradora, identificada como “Jaqueline”, foi presa na noite de segunda-feira (10), assim como o marido dela. O homem, porém, diz ser inocente e negou saber do crime. Os dois seguem presos na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde devem prestar depoimento sobre o que ocorreu.






