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Salazar é criticado por mandar mãe amarrar filho com transtorno mental: ‘capacitismo’

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O vereador Sargento Salazar (PL) está no centro de uma polêmica, após ser filmado na porta da casa de uma família mandando uma mãe amarrar o filho dela com transtornos mentais no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul de Manaus,. A filmagem foi postada pelo vereador, que foi ao local em busca de um homem denunciado por maltratar um cachorro.

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A mãe do suspeito e o próprio homem apresentaram um laudo médico afirmando que o rapaz tem transtorno mental. Porém, Salazar fez uma piada, dizendo que ela deveria amarrar o filho.

Nas redes sociais, mães de pessoas com deficiência criticaram o vereador. “A fala do parlamentar foi criminosa e ele deveria saber disso”, escreveu a mãe de um uma pessoa com deficiência. “Em vez de usar essas falas, deveria criar projetos para pessoas com deficiência mental”, escreveu outra pessoa.

Apesar do engajamento, Salazar tem sido alvo de críticas por vídeos de teor preconceituoso. “Cometer crime contra pessoa com deficiência também é errado”, lembrou um internauta.

Veja o vídeo e as críticas dos internautas:

 

 

 

CAPACITISMO 

O Guia Lilás, manual da Controladoria-Geral da União sobre assédio e discriminação, traz vários exemplos de violência no ambiente de trabalho. Entre eles está o capacitismo, que é a discriminação e o preconceito direcionados a pessoas com deficiência, baseado na crença de que a deficiência é uma característica inferior. Essa discriminação pode ser percebida através de atitudes inadequadas contra o indivíduo ou até mesmo práticas que excluem ou marginalizam essas pessoas.  

O capacitismo pode ser tanto para deficientes de origem física quanto de origem sensorial e mental. Para pessoas neurodivergentes, como autistas e pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o capacitismo representa uma barreira invisível que pode comprometer o bem-estar emocional, a autoestima e o desenvolvimento profissional. Subestimar e acreditar que pessoas com deficiência são menos capazes ou inferiores é um exemplo de capacitismo.  

 Esse tipo de violência pode ser identificado de diversas formas no ambiente de trabalho. Entre elas está a falta de adaptações físicas e digitais para uma melhor acessibilidade no ambiente de trabalho; comentários e atitudes que tratam pessoas como incapazes de desempenhar funções complexas; setores que não valorizam a diversidade e a inclusão, onde atitudes capacitistas são toleradas ou até mesmo incentivadas. Para entender melhor o conceito e como evitar o capacitismo, acesse o Guia Lilás e se informe sobre o tema.   

A campanha interna Faces do Assédio e da Discriminação é realizada pela Corregedoria (COR) em parceria com a Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM) com o objetivo de levar conhecimento aos servidores(as) e colaboradores(as) da Agência sobre como evitar esse tipo de conduta e reagir diante de situações de assédio e discriminação no serviço público. Essa é a segunda divulgação sobre a temática para que não haja dúvidas de como construir um ambiente de trabalho mais saudável. 

 

 

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