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Suplente de Braga, dono da empresa que espalhou gás em Manaus é alvo de cobranças por negligência

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Suplente de Braga, dono da empresa que espalhou gás em Manaus é alvo de cobranças por negligência

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Dono da Inovva Videolar, e suplente do senador Eduardo Braga (MDB), o empresário Lírio Parisotto está no centro das cobranças por parte dos manauaras após a empresa dele espalhar gás tóxico em Manaus esta semana. Ao longo dos últimos anos, o aliado do parlamentar envolveu-se em polêmicas, incluindo um caso de agressão contra a ex-modelo Luiza Brunet e estranhas ligações com Braga.

COBRANÇAS NAS REDES SOCIAIS

Após o gás tóxico emitido pela empresa no Distrito Industrial se espalhar pela cidade, Parisotto usou as redes sociais da empresa para pedir desculpas, enquanto era cobrado por não ter um plano de contingência.

A imagem das pessoas passando mal e sendo socorridas às pressas, contrastava com a nota seca do suplente de Braga no Instagram.

Uma  internauta indagou a postagem onde a empresa  diz que está tudo bem, uma vez que mais de 200 pessoas foram atendidas, incluindo uma morte sendo investigada.

Além não ter um plano para minimizar impactos, a empresa sofreu uma multa de mais de R$ 4 milhões pelos danos e a suposta negligência. Até esta sexta-feira (17), o empresário não deu uma justificativa para o incidente.

O Gás, além dos danos à saúde, fechou escolas, impactou empresas da Zona Franca que tiveram de cancelar expediente e fechou até o PAC.

AMIZADE SUSPEITA.

O vazamento de gás traz de volta a estranha amizade entre Eduardo Braga e o empresário Lírio Parisotto, que virou suplente do senador mesmo sem nenhuma contribuição política para o Amazonas.

De acordo com o Jornal O Globo, em 2021, um inquérito sigiloso da PF investiga se o senador Eduardo Braga (MDB-AM) é sócio oculto do empresário Lírio Parisotto. A relação deu frutos para os dois lados.

Lírio Parisotto teria sido beneficiado por Braga com uma isenção fiscal quando o senador era governador, (2003-2010). Mesmo antes de ser o suplente do parlamentar.

A isenção ajudou a Videolar que  hoje polui o ar de Manaus e a AMZ, outro negócio de Parisotto, como se vê no texto abaixo criado durante a gestão de Braga:.

a) conceder à empresa suspensão de ICMS sobre as operações de entradas de insumos importados do exterior, para fabricação dos produtos enquadrados como bens finais, no período de até 1°. de abil de 2004 até 31 de dezembro de 2007; (DEPOIS ELE FOI RENOVANDO)

b) suspender’a cobrança do ICMS relativo ao diferencial de alíquota interestaduais sobre aquisição/transferência de materiais de uso e consumo, provenientes de outras Unidades da Federação, no período acima especificado;

DENÚNCIA DE AGRESSÃO

Além da relação com Braga, a ponto de virar suplente do senador, o empresário carrega contra ele uma grave denúncia de agressão contra a ex-modelo Luiza Brunet.

A ex-modelo relatou à Justiça ter sofrido agressões de seu então namorado, o empresário Lírio Parisotto, no apartamento dele, em Nova York. Ela fez uma representação, no dia 23 de junho de 2016, ao Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica, do Ministério Público de São Paulo.

Por conta disso, segundo nota divulgada pelo MP, o promotor Carlos Bruno Gaya da Costa requisitou a realização de exames de corpo de delito e instaurou um procedimento investigatório criminal que está em fase inicial e é protegido por sigilo.

Parisotto se defendeu, por meio de nota e em seu perfil em rede social, segundo publicado na imprensa, negando as acusações e dizendo lamentar o ocorrido. Luiza Brunet foi procurada, mas não atendeu as ligações.

De acordo com o processo, na ocasião, ele desferiu um soco no rosto dela. O documento foi anexado ao processo que tramita na 36ª Vara Cível de São Paulo, e a modelo pede R$ 1 milhão de indenização.

Resta agora o trabalho dos Bombeiros para continuar resfriando o tanque de Lírio Parisotto, os tratamentos médicos dos pacientes atingido pelo gás da empresa dele, e o silêncio de Braga, que não pediu providências para investigar o caso e nem cobrou o aliado sobre porquê ele deixou Manaus passar por  tantos transtornos, quando deveria como homem público cuidar para que a saúde pública fosse mantida.

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