Uma jovem de 17 anos, que estava grávida, morreu na última quarta-feira (17) em decorrência de complicações de um aborto provocado realizado de forma insegura no município de Coari, localizado a 363 quilômetros a oeste de Manaus.
A jovem, que já era mãe de uma menina e aguardava a segunda filha, tomou a decisão extrema após a rejeição do companheiro, que não aceitava a notícia por desejar um filho do sexo masculino.
De acordo com informações preliminares, a reação negativa do parceiro ao descobrir, por meio de um exame de ultrassom, que o bebê seria mais uma menina, foi o estopim para o desespero da adolescente. Sem saber como lidar com a situação diante da rejeição, ela teria desabafado com uma amiga próxima, relatando o medo de criar a criança sozinha.
Em um ato desesperado, a jovem tentou interromper a gestação introduzindo um lápis em suas partes íntimas. Durante o procedimento caseiro, o objeto se partiu dentro do corpo dela, provocando perfurações internas e uma hemorragia grave.
Socorrida e levada a uma unidade de pronto atendimento local, a adolescente não resistiu à extensão dos ferimentos e ao choque hemorrágico, vindo a óbito pouco tempo depois. As autoridades policiais já foram acionadas e devem instaurar um inquérito para investigar as circunstâncias da morte.




