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Caso Débora: Gil Romero pega 63 anos de prisã0 e compars@ 17 anos pela m0rt3 de grávida em Manaus

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Após cinco dias de julgamento no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, em Manaus, a 2.ª Vara do Tribunal do Júri definiu, na madrugada desta segunda-feira (1º), a sentença dos réus envolvidos na morte da adolescente Débora da Silva Alves, de 18 anos, e do filho que ela esperava, que se chamaria Artur. A vítima teve um relacionamento com o mentor do crime.

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O Conselho de Sentença, presidido pelo juiz titular Fábio Alfaia, acolheu teses distintas para cada um dos acusados, resultando em condenações bastante diferentes.

Gil Romero Machado Batista, apontado como mentor e executor do crime, recebeu a punição mais elevada. A soma das penas chegou a 63 anos, 7 meses e 19 dias de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. Ele foi condenado por feminicídio, além das qualificadoras de emboscada e meio cruel. Também respondeu pelo aborto provocado sem consentimento da gestante, devido à morte do bebê de oito meses, e pela ocultação de cadáver, já que tentou destruir o corpo da jovem com fogo e escondê-lo em área de mata.

Já José Nílson Azevedo da Silva, seu comparsa, teve uma condenação menor. A defesa conseguiu afastar as acusações de feminicídio e duas qualificadoras. Ele foi sentenciado a 17 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe, em razão de sua coparticipação no crime. O júri entendeu que sua motivação, auxiliar Gil Romero, foi moralmente repugnante.

O veredito foi anunciado nas primeiras horas da manhã, encerrando uma sessão que começou na quarta-feira (27) e foi marcada por debates intensos entre acusação e defesas.

O assassinato ocorreu em julho de 2023, em Manaus. Débora, grávida de oito meses, foi levada até a Usina Termoelétrica Mauá 2, no bairro Mauazinho, onde Gil Romero e o comparsa a asfixiaram com um fio elétrico. Depois, o corpo foi colocado em um tonel e incendiado. O bebê também morreu e foi localizado cerca de um mês depois pelos pais da vítima, no mesmo local do crime.

De acordo com o Ministério Público, Gil Romero cometeu o crime para esconder a paternidade da criança e impedir que sua relação extraconjugal fosse revelada. A brutalidade do episódio transformou o caso em um dos mais chocantes da história recente do Amazonas.

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