O grupo de tortura, agiotagem, extorsão, tentativa de homicídio, lavagem de dinheiro e outros crimes, que foi preso na Operação Covil do Mamon, em Manaus e mais outros estados, manteve uma grávida em cativeiro por 10 dias e fez ela perder o bebê. Foram 26 presos ligados à Segurança Pública, entre eles, dois PMs pegos em Santa Catarina.
“Durante um dos atos de cobrança de uma das organizações criminosas, nós tivemos uma moça que foi sequestrada e estava em cárcere privado em um dos QGs. Ela foi colocada em sequestro por praticamente 10 dias e, durante esse período, há nos autos da investigação uma alta probabilidade de que ela tenha perdido o bebê que estava gestando”, disse o delegado Bruno Fraga. .

O líder usava uma espada. “Essas espadas fazem parte de um fetiche do líder de uma das organizações criminosas, responsável por atos que redundaram no possível aborto dessa vítima”, afirmou o delegado.
“O núcleo operacional, o núcleo financeiro, o núcleo mandatário dessas organizações foram presos e se responderão por uma série de crimes, incluindo crimes de aborto e homicídio, além dos crimes principais que eram a extorsão e a agiotagem. Reitero o engajamento da polícia civil no enfrentamento a todo tipo de crime no estado do Amazonas”, disse o delegado.
O caso segue em investigação. Pode haver mais gente envolvida. “Estão presos as lideranças, os cobradores, aqueles que abastecem de insumos à organização criminosa através da logística de veículos e armas, e também alcançamos aqueles que executam as ações diretas, criminosas, de cobranças a juros exorbitantes”, explicou.

Os empréstimos eram feitos com juros abusivos. O grupo pode ter faturado R$ 24 milhões. “Temos casos de R$ 150 emprestados que se tornaram R$ 45 mil de dívida. Temos casos em que a dívida progrediu para mais de R$ 400 mil. É uma forma extremamente inescrupulosa de cobrança, através de lesão corporal, ameaças e até homicídios”, disse o delegado.




