Policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) flagraram na madrugada de terça-feira (23) uma embarcação com cinco criminosos, sendo três integrantes da própria corporação e dois civis que atuariam como informantes do grupo. A ação ocorreu nas imediações de Paricatuba, município de Iranduba, durante uma operação de combate ao tráfico de drogas na região do Rio Negro.
Os militares presos são o sargento David Lennon Pop dos Santos, o cabo Glaucio Wagner Pessoa Mota e o soldado Cláudio Roberto de Miranda Andrade. Os dois civis envolvidos não tiveram suas identidades reveladas. Em depoimento, o grupo confessou que se dirigia ao local para interceptar uma embarcação oriunda da fronteira com o objetivo de roubar drogas.
De acordo com o COE, o monitoramento da região indicava que embarcações transportando armamento e grande quantidade de entorpecentes estavam se deslocando da área de fronteira em direção à capital. Paralelamente, as equipes receberam a informação de que piratas de rio também estavam a caminho do mesmo ponto para realizar o roubo da carga ilícita.
Os agentes localizaram e interceptaram a lancha rápida utilizada pelo grupo criminoso. Durante a aproximação policial, os suspeitos tentaram fugir em alta velocidade, mas as equipes realizaram manobras táticas de acompanhamento, utilizando sinais luminosos e sonoros, até conseguir a parada da embarcação.
Na varredura realizada no interior da lancha, foram encontradas quatro pistolas, um fuzil calibre 5,65 e diversas munições. Os cinco ocupantes foram presos em flagrante pelos crimes de associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
Enquanto uma parte da equipe cuidava da detenção dos piratas, os demais agentes permaneceram nas proximidades de Paricatuba e localizaram aproximadamente uma tonelada de maconha e cocaína abandonada às margens do rio. A carga teria sido deixada no local pelos traficantes ao perceberem a movimentação policial na região.
Os suspeitos, as armas apreendidas e os entorpecentes foram encaminhados ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), onde o caso foi registrado.




