Apesar de negar os dados e denúncias da operação desta sexta-feira, o prefeito de Manaus, David Almeida teve o nome ligado ao CV pela mídia nacional em 2024, quando uma matéria revelou uma doação dele para a facção, na campanha de 2020.
O SITE METRÓPOLES foi quem fez a denúncia, baseado em um relatório de inteligência. “O documento é fruto de análise minuciosa feita em celulares de integrantes da organização criminosa carioca. Um dos aparelhos periciados foi o de Lenon Oliveira do Carmo, conhecido como Bileno. Em julho deste ano, ele acabou morto durante confronto policial ocorrido na estrada do Puraquequara, na zona leste de Manaus”, disse a matéria.
No texto, há até prints do relatório. “Mensagens apontam que os faccionados foram supostamente procurados pelos assessores dos candidatos. A organização criminosa se comprometia a conseguir votos em comunidades dominadas pelo CV em troca de regularização de áreas invadidas e implementação de infraestrutura, como poços, asfalto e cisternas”, diz a matéria do Metrópoles.

David é citado como doador em trocar de apoio. “Por meio de mensagens em áudios, o gerente do tráfico, Alex, juntamente com outros comparsas, chegam a fazer supostos acordos com assessores dos então candidatos a prefeito e vice-prefeito, David Almeida e Marcos Rotta, respectivamente. A intenção, de acordo com o relatório da SSP-AM, seria conseguir a maior quantidade de votos junto à comunidade. David e Marcos Rotta venceram a eleição daquele ano e, atualmente, comandam a capital do estado”.
Veja trechos do relatório:


A prisão da ex-chefe de gabinete de David Almeida, Anabela Cardoso Freitas, é mais um capítulo dessa suposta relação entre as partes.

David Almeida nega a relação, mas cancelou toda a agenda.




