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Líder religioso foragido é apontado como chefe de esquema do C0mand0 V3rmelh0 em Manaus

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Um líder que utilizava a imagem religiosa como fachada para comandar um esquema criminoso de tráfico de drogas com ramificações em pelo menos quatro estados também foi um dos principais alvos da Operação Erga Omnes, deflagrada nesta sexta-feira (20) pela Polícia Civil do Amazonas. Alan Kleber Bezerra Lima, que se apresentava como membro de uma igreja evangélica, segue foragido.

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Saiba quem é assessora do prefeito David Almeida pr3sa por ser do núcleo do C0mand0 Vermelh0 em Manaus

A organização criminosa, que contava com a participação de servidores públicos de diferentes esferas, foi desarticulada durante a ação que cumpriu mandados em Manaus e em cidades do Pará, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Piauí.

Operação mira núcleo do C0mando V3rmelho e prend3 funcionária da Prefeitura e servidor do TJAM em Manaus

Entre os presos está a policial civil Anabela Cardoso Freitas, atualmente secretária executiva da Casa Civil da Prefeitura de Manaus e assessora direta do prefeito David Almeida (Avante), além de um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Investigadores apontam que o grupo tinha acesso privilegiado a informações e contava com suporte interno de agentes públicos para viabilizar a logística do tráfico.

De acordo com as investigações, a rota do tráfico tinha origem em Tabatinga, município amazonense na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. De lá, a droga seguia para outros estados, como Pará, Maranhão e São Paulo, demonstrando a estrutura organizada e o alcance nacional do grupo.

As apurações tiveram como ponto de partida uma grande apreensão realizada anteriormente, quando foram localizados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações utilizadas no transporte dos entorpecentes, veículos para logística terrestre e diversos aparelhos celulares.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados, o que motivou a autorização judicial para extração de dados telemáticos, quebra de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio e sequestro de bens.

A organização criminosa responderá pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e integração em organização criminosa.

 

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