A morte de Alana Arruda Pereira, de 25 anos, baleada na cabeça por um vizinho que trabalha como vigilante no bairro Betânia, Zona Sul de Manaus, teve novos desdobramentos após a divulgação de um vídeo em que o suspeito confessa o crime durante sua prisão e revela a motivação. Nas imagens, o homem aparece no andar superior da residência, exaltado, justificando a ação com alegações de que teria sido provocado pela vítima.
Em tom agressivo, o vigilante se apresenta como “trabalhador, pai de família” e afirma que Alana teria ido até sua casa, na noite anterior, para “arrebentar tudo”. Ele dirige à jovem, já morta, palavras de ódio e desprezo: “Vagabundo que veio aqui mexer com o pai de família tem que pagar. Só porque ela é blindada que ela vai querer fazer graça? Não. Tá aí, ó, vem fazer graça comigo acontece isso aí”, grita, enquanto entrega a arma aos policiais.
O suspeito também alega que a jovem o teria ameaçado de morte: “Ela veio fazer graça aqui na frente de casa. Ela falou que ia me matar, todo mundo viu que eu estava filmando o vídeo”.
A Polícia Civil confirmou que o vigilante foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde responderá por homicídio qualificado. As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias exatas do crime e verificar a veracidade das alegações feitas pelo homem. Outra informação a ser apurada é a de que ele supostamente mexia com a filha de Alana, um dos motivos para ambos brigarem.
Familiares de Alana estiveram no local do crime e acompanharam os primeiros procedimentos policiais. Segundo relatos próximos, a jovem, descrita como trabalhadora. Outros, porém, informaram que ela supostamente tinha envolvimento com uma facção criminosa do bairro.




